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Em um momento de crise do sistema capitalista, Marx permanece cada vez mais atual e incontornável. Os 15 artigos reunidos pelo professor Jorge Nóvoa no livro Incontornável Marx (EDUFBA, Editora da UNESP, 2007) mantêm em comum a perspectiva de uma leitura crítica e renovada das idéias de Karl Marx e rompendo com as leituras evolucionistas, teleológicas e economicistas da obra do filósofo alemão.
Escritos por intelectuais brasileiros e estrangeiros, estes textos estão agrupados em três grandes áreas:
Da história imediata: estrutura e crise;
Da história na longa duração: agentes e problemas históricos e
Da teoria: problemas teóricos e investigações.
O critério utilizado pelo organizador foi reunir objetos e problemáticas pouco estudadas por importantes autores que se reivindicam de modo diferenciado da teoria de Marx e que se encontram em pontos distintos do planeta. Boa parte deles se encontra atuando no Brasil, mas alguns outros vivem em outros países e são mais ou menos desconhecidos do "grande" público leitor brasileiro de Marx. São também desconhecidos de intérpretes e atualizadores brasileiros, especialmente as novas gerações de professores, pesquisadores e interessados diversos.

 

Cristiane Nova e Jorge Nóvoa organizaram o livro Carlos Mariguella: o homem por trás do mito (Editora da UNESP, 1999), 30 anos após o assassinato do líder comunista.
A proposta foi fazer um balanço historiográfico de sua vida e obra sem, no entanto mistificá-lo, procurando sempre incorporar criticamente o seu legado político.
O livro apresenta uma coletânea de textos do próprio Mariguella, cadernos de fotos, além de entrevistas, relatos e artigos de, entre outras pessoas, os organizadores, Ana Montenegro, Antônio Câmara, Carlos Augusto Mariguella (filho), Clara Charf, Emiliano José, Florestan Fernandes, Jacob Gorender e Jorge Amado.
  O livro Cinema-História: teoria e representações sociais no cinema (Ed. Apicuri, 2008), organizado por Jorge Nóvoa e José D'Assunção Barros, reúne artigos de pesquisadores que buscam, através das imagens em movimento, analisar a sociedade que as produziram. O cinema, quando surgiu, foi tratado como arte menor, diversão para iletrados. Entretanto, com o desenvolvimento desta forma de expressão, vários intelectuais passaram a freqüentar as salas cinematográficas e a considerar o cinema, ou pelo menos alguns filmes, como obras de arte. A partir dos anos 1970, o historiador francês Marc Ferro introduz, de forma definitiva, o cinema como fonte para a escrita da História. Tanto filmes de ficção, narrativas que abordam o tempo presente, passado ou até mesmo futuro, caso da ficção científica, quanto os cinema-documental e experimental, todos podem ser analisados e investigados pela História. Os textos que compõem este livro foram escritos por historiadores que trabalham a interação entre estas duas formas de apreensão, compreensão, análise e leitura da sociedade, aproximando a imaginação histórica da cinematográfica.
 

Cinematógrafo. Um olhar sobre a história (Ed. da UNESP/ EDUFBA, 2009) organizado por Jorge Nóvoa, Soleni Biscouto Fressato e Kristian Feigelson traz para o público brasileiro diversos textos de autores franceses (Marc Ferro, Pierre Sorlin, Michèle Lagny, Sylvie Dallet e Sylvie Lindeperg, dentre outros), espanhóis (Angel Luis Hueso, Glória Camarero, Beatriz de las Heras e José Maria Caparros), norte-amerciano (Robert Rosenstone), mexicano (John Mraz), além dos brasileiros (Marcos Silva, Cristiane Nova, Sheila Schvarzman, José D'Assunção Barros e Antônio da Silva Câmara). O livro traz uma forma de abordagem específica para a história e para o cinema, enquanto memória, arte, documento e representação da história, quer nas suas manifestações ficcionais, ou sob a forma de documentários. Sua especificidade se encontra na originalidade desta abordagem que propõe também a inevitabilidade de uma abertura transdisciplinar que a relação cinema-história faz germinar.


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Jorge Nóvoa (jlbnovoa@yahoo.com.br) ou
Soleni Biscouto Fressato (sol_fressato@yahoo.com.br).
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