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número 11 Salvador, BA, dezembro de 2008 in memorian a Pierre Fougeyrollas |
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Revista
de Ciência, Cultura,
Cinema e Sociedade |
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| Conceito A Local pela Capes | ||
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Muitos
lugares nos demandam que façamos algo. Do Haiti ao Iraque,
da Bolívia ao Equador, da Tailândia à Indochina,
da Turquia ao Kurdistão e ao Afeganistão. Mas, pela
brutalidade, pela desigualdade de forças e também pela
hipocrisia paternalista internacional que envolve essa questão,
o povo palestino é o mais vulnerável nesse exato momento.
Tal vulnerabilidade tem origem no seio de um Estado que diz ter sido
construído para salvar o povo judeu do holocausto e das câmaras
de gás. Sem dúvida se trata de uma violência perpetrada
contra a população civil palestina, e tudo isto sob
o silêncio construído pelas grandes potências e
pelos organismos internacionais.
É simplesmente escandaloso! Uma coisa é certa: quem quiser que se engane com Obama. Seu primeiro teste político já mostra para o que veio. Pouco importa se ele ainda não tomou posse. Outros iguais a ele, cinicamente dizem apenas que estão acompanhando. O Papa e a Igreja Católica, ou qualquer outra, acreditam que não é da sua conta. E no Brasil onde estão as forças políticas democráticas? Tudo bem que devemos fazer listas de protesto e vigílias! Mas é só isto que devemos e podemos fazer? Na última hora soubemos dos esforços da Cruz Vermelha Internacional para entrar nos campos controlados pelo Exército Israelense e de um novo atentado anti-semita na França, em Toulouse. Uma das associações anti-racistas que defende os palestinos condenou o ataque sob o argumento de que ele não serve à causa mesma palestina. Mas uma das coisas que muito argutamente o artigo abaixo chama a atenção é de que a escalada da violência em Gaza tem feito e aprofundará o amálgama entre anti-sionismo e anti-semitismo. Para
refletir sobre questões como a atual situação
da Faixa de Gaza é que organizamos a coluna Mundo Urgente
e publicamos um pequeno artigo de Denis
Collin e a entrevista do historiador Ilan
Pappé. Nascido na cidade de Haifa em 1954, Pappé é
um dos denominados "novos historiadores" de Israel. É
Doutor em Ciencias Políticas pela Universidade de Oxford (1984)
e em 1996 foi candidato do partido de esquerda Hadash á Knéset.
É autor de livros como The Ethnic Cleansing of Palestine
(2006) e A History of Modern Palestine: One Land, Two Peoples
(2005). |
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